Trata-se de uma teoria, sustentada no modelo económico de Richard Easterlin (Easterlin hypothesis), que defende a existência de uma relação inversa entre a dimensão das gerações (coortes) e os níveis de fecundidade.
A teoria enquadra-se perfeitamente no actual contexto europeu. Ou seja, face ao reduzido número de filhos por mulher, as próximas gerações serão constituídas por uma dimensão (quantitativa) inferior relativamente às gerações antecedentes. Por serem na maioria filhos únicos, beneficiarão de uma aposta educativa sem precedentes. O acesso ao mercado de trabalho será mais facilitado, na medida em que será efectuado em condições de menor competitividade entre candidatos jovens. As entidades empregadoras, perante a escassez de mão-de-obra jovem, irão encarar os indivíduos com estas características etárias como recursos bastante apetecíveis. Deste modo, estas gerações reunirão as condições necessárias para que tenham uma descendência mais numerosa do que a protagonizada pelos seus pais.
Em suma, trata-se de um mecanismo natural de correcção dos desequilíbrios geracionais, sem qualquer tipo de intervenção.